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Projeto "Católicos voltem para casa".

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CONTEXTO AGOSTINIANO

 

05/02/2020:

 

 

 

Apresentação:

 

A importância do contexto...

 

Caríssimos amigos e amigas. Deus escolheu um determinado homem, Jesus de Nazaré, um pobre judeu da Palestina do século I, sob o domínio do Império Romano, para encarnar o Verbo. Essa escolha de Deus, certamente não foi atoa ou aleatória, pois se “o Senhor dá a sabedoria” (Pr 2:6), é certo que Ele é a sua fonte.

 

O que estamos querendo dizer é que aquele contexto social, político, cultural (em outras palavras, histórico), foi de alguma maneira importante para os planos de Deus, para que Ele estivesse entre nós. Não hoje, em 2020, mas cerca de dois mil anos atrás.

 

Por isso, é impossível querer compreender a Palavra de Deus ou querer entender as ações de Jesus, sem que entendamos o contexto em que estava inserido, em que viveu como homem, pois certamente aquela época não foi escolhida sem um propósito.

 

A religião cristã é obrigatoriamente uma religião histórica, porque Cristo viveu como homem num passado já muito distante de nós e porque a Bíblia, a base fundamental da religião, é um compilado de textos que tratam de fatos ocorridos no passado. E a única forma que temos de compreender as ações das pessoas e o que foi escrito sobre isso no passado, é através da História. Daí a importância do entendimento do contexto histórico, para um entendimento mais completo tanto da Palavra de Deus, quanto de Suas ações enquanto homem.

 

As mesmas afirmações nos servem, por exemplo, para compreender melhor a ação dos apóstolos em sua missão de levar o Kerigma (Boa Nova) numa época depois da morte e ressureição de Jesus e por locais distantes, com culturas diferentes da judaica. Um bom exemplo disso foi a atitude de Paulo, ao pregar no Areópago (altar do deus desconhecido), pois ele precisou primeiro entender o contexto dos gregos, para só depois se fazer entender por aquele povo de cultura tão diferente da dele. Agora imagine para nós, tentarmos compreender o que se passou na Palestina quase dois mil anos atrás...

 

E com Santo Agostinho também não é diferente. Para melhor compreendermos suas ações, seu raciocínio, sua filosofia, teologia, interioridade, suas inquietudes e toda sua vasta e complexa produção literária, para inclusive aplicarmos e enxergarmos um sentido nos dias atuais, é necessário entendermos o contexto histórico em que o Bispo de Hipona estava inserido, ou seja, um passado bem distante do nosso tempo atual.

 

Os convido a partir de agora, a acompanhar periodicamente pequenos estudos sobre o Contexto Agostiniano, para melhor entendermos suas atitudes, seus ensinamentos e com isso fortalecermos nossos corações e nossa fé, em nosso cotidiano e na convivência com os outros, lembrando sempre que “não há lugar para a sabedoria onde não há paciência”.

 

Prof. Jorge Gabriel R. de Oliveira

Pós-graduado em História Antiga e Medieval pelo Mosteiro de São Bento - RJ

Mestre em História pela UFRRJ

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