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  • Fraternidade Agostiniana Leiga Núcleo Nossa Senhora das Graças

Momento Oracional


“A realidade de Deus é, de fato, tão insondável que jamais poderá ser conhecida em completude nesta vida. Mais se busca Deus, mais se encontra Deus; mais se encontra Deus, mais se ama Deus; mais se ama Deus, mais cresce o desejo de buscá-lo. Encontrar Deus é encontrar a felicidade. Por esta, de fato, se vive e se labuta, porque é encontrar o senso pleno da própria existência.


Diz Agostinho: ''fizeste-nos, Senhor, para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não repousar em ti'' (Confissões 1,1). A inquietude é movimento de busca, desejo de quietude. Mas como buscar e onde encontrar Deus? Pela via da interioridade, diz Agostinho, mediante a contemplação, diríamos hoje. ''Não saias fora de ti, volta-te a ti mesmo; a verdade habita no homem interior, e, ao dar-te conta de que tua natureza é mutável, transcende a ti mesmo... Busca, então, chegar lá onde a própria lâmpada da razão recebe luz'' (A verdadeira religião 72).


A interioridade é, então, um movimento para dentro de si mesmo, não para exercitar o movimento dos próprios pensamentos, mas para ouvir-se, ver-se e, ao se encontrar a própria mutabilidade, sair de si mesmo para ascender à luz de sua razão, aquele que a ilumina e lhe fala na consciência. Parece que Agostinho se dirija exatamente ao homem de hoje, a nós, alienados de nós mesmos, de nossa dignidade, em desordenada busca de nossa identidade, transtornados por tantas coisas que nos circundam e atraem nossa atenção, iludidos em vãs tentativas de preencher o vazio interior, vazio de Deus.” (http://www.osabrasil.org/interioridade_carisma.htm)


É certo que para que alcancemos nossa interioridade é necessário que nos tornemos capazes do silêncio e da contemplação. Os Evangelhos sugerem que Jesus em sua humanidade, justamente naqueles momentos em que se faziam necessárias escolhas decisivas, se retirava das multidões e de seus próprios seguidores, para orar em silêncio com o Pai e para com Ele viver a sua relação Filial . O silêncio é capaz de abrir caminhos para que Deus habite os recintos mais recônditos de nosso coração, para que a partir daí, emane a luz que anima as nossas vidas.


O Papa Bento XVI falava da importância de se “Redescobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida da Igreja e que para tanto é necessário redescobrir o sentido do recolhimento e da tranquilidade interior. Decerto, a grande tradição patrística ensina-nos que os Mistérios de Cristo estão ligados ao silêncio e só nele é que a Palavra pode encontrar morada em nós. Um coração atento, silencioso e aberto é mais importante que muitas palavras.


Santo Agostinho já ensinava :


Verbo crescente, verba deficiunt –

«Quando o Verbo de Deus cresce

, as palavras do homem faltam»

(cf. Sermo 288, 5: pl 38, 1307;

Sermo 120, 2: pl 38, 677).



Neste encontro, realizamos dinâmicas que lembravam a importância do Silêncio e da interioridade.


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