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Projeto "Católicos voltem para casa".

18/08/2017

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Eclesiologia Agostiniana

 

 

 

 A Igreja 

 

VICARIATO AGOSTINIANO NOSSA SENHORA DA

CONSOLAÇÃO DO BRASIL

 

 

agostinianos.com

 

Eclesiologia Agostiniana

 

A prolongação de Jesus no tempo é a Igreja. Não se pode compreender Cristo sem a Igreja e não se entende a Igreja sem Jesus Cristo. O transcurso dos séculos e as impressões de tantas mãos humanas têm escurecido a imagem mais límpida e verdadeira da Igreja. Somente a partir da fé em Jesus Cristo, Ela é composta de cabeça e também de membros. Por isso, a Igreja real que vemos e da qual formamos parte agora, é uma eira repleta de trigo e de palha.

 

A Igreja do céu e a Igreja da terra são uma mesma e única Igreja. Enquanto é construída neste mundo, é mãe que acolhe e não esquece suas entranhas misericordiosas ante nenhuma espécie (Sermão 352,9), é hospedagem do caminheiro em que se cura quem estiver ferido (Tratados sobre o Evangelho de São João 41,13).

 

A teologia dos nossos dias, na mesma linha da antiga teologia, insiste na reflexão acerca de quem é a alma da Igreja, o Espírito Santo. “O que é a alma com respeito ao corpo humano, isso é o Espírito Santo com respeito ao Corpo de Cristo que é a Igreja. O Espírito Santo atua na Igreja de igual forma que a alma age em todos os membros do único corpo” (Sermão 267,4). Esse modo de entender a Igreja não exclui formas institucionais. As convicções de fé seriam insustentáveis se não houver um mínimo de estruturação. Porém, todos os aspectos operacionais devem ser continuamente vivificadas pelo poder do Espírito. É a inter-relação carisma e instituição. Este olhar a ambas as coisas é absolutamente necessário.

 

A Igreja da história é a Igreja peregrina, a Igreja que caminha pela terra, só que tendo o olhar e o coração postos no Senhor Jesus. Esta Igreja se torna visível, sobretudo, na comunidade. A comunidade, que compartilha um só coração e uma só alma, é a face da Igreja.

 

Um modelo exemplar da Igreja encontra-se no Livro dos Atos dos Apóstolos. Os seguidores de Jesus “tinham as coisas em comum e se distribuía a cada um de acordo com as necessidades” (Atos 4,32.35). Todos se sentiam unidos como filhos e irmãos numa mesma família. “Acorriam assiduamente ao ensino dos Apóstolos, a comunhão, a fração do pão e as orações” (Atos 2,42). As saudações e as despedidas das cartas paulinas permitem perceber o ambiente das comunidades primitivas. Não têm importância as diferenças, todos participam (1Cor 14, 24.31) segundo o dom que cada um recebeu ( 1Cor 14,26).

 

A experiência comunitária é inseparável da Igreja. Comunidade de portas abertas que tem seu centro Jesus Cristo, onde se vive a igualdade radical e multiforme dos filhos de Deus, onde se partilha a fé em Jesus, onde se acolhe a palavra de Deus, onde se testemunha o amor com gestos concretos de serviço. Essas comunidades completam o rosto humano visível da Igreja. A presença de Jesus Cristo está garantida: “onde estiverem dois ou três reunidos, ali estarei Eu” (Mt 18,20). 

 

Na vida e no pensamento de Santo Agostinho, a comunidade ocupa um lugar de destaque, é uma de suas paixões. O percurso da espiritualidade agostiniana é um itinerário a ser feito acompanhado pelos irmãos. A meta final é o encontro comum com Deus. Enquanto isso, trabalha-se com os outros e para os outros porque ainda estamos neste mundo. Aqui é onde se edifica a Cidade de Deus.

 

Reflexão:

Como edificar a Igreja de Cristo no mundo?

 

Bibliografia:

Cf. Fraternidade Agostiniana Leiga. A caminho com Santo Agostinho. Publicações Agostinianas. Roma 2001.

 

 

Alexsandro Antonio de Moura (Coordenador de Estudos)

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