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Projeto "Católicos voltem para casa".

18/08/2017

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Em seu livro  Confissões, Santo Agostinho inova ao atribuir à  verdadeira amizade um caráter que transcende ao conceito convencional. Para o Bispo de Hipona, mais do que mera consequência do apreço entre indivíduos,  ela  resulta  da atuação do  Espírito Santo, da Caridade e  tem como ponto central,  a  amizade do homem com Deus. Quem não é amigo de Deus, não pode ser amigo do homem.

 

Em seu  conceito filosófico , Santo Agostinho assevera que  é necessário   espelhar-se em Cristo e estabelecer entre  almas uma relação desinteressada, gratuita e caridosa, que se sobrepõe  as coisas terrenas .  Não é por outro motivo, que afirma que “a amizade com este mundo, é adultério contra Deus”. Pregando assim, que o homem trai a Deus quando passa a estimar excessivamente as coisas do mundo em detrimento das coisas do Altíssimo. Ensinamento análogo é encontrado em  Tiago 4, 4:

 

“todo aquele que quer ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus”.

 

Somente um amigo de Deus,  pode ser um amigo verdadeiro e para tanto, deve cultivar em seu coração os mais sublimes valores.

 

“ O amigo fiel é poderoso refúgio, quem o descobriu, descobriu um tesouro.” Eclesiástico 6,14.

 

 

 

 

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