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Projeto "Católicos voltem para casa".

18/08/2017

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O Ano Litúrgico

 

         O ano litúrgico é a celebração da vida de Jesus Cristo durante doze meses, contendo datas celebrativas dos acontecimentos da História da Salvação.

 

       A expressão "Ano Litúrgico" começou a ser usada no século XIX, quando surgiu o Movimento Litúrgico. Esse Movimento para a renovação da Liturgia atingiu seu ápice no século passado, no Concílio Ecumênico Vaticano II. Seu primeiro grande fruto foi a elaboração da constituição Sacrosanctum Concilium, sobre Liturgia. Antes de se chamar “Ano Litúrgico”, recebera outros nomes como, por exemplo, “Ano da Igreja” e “Ano Cristão” ¹

 

      A Tradição da Igreja propõe aos fiéis ritmos de oração destinados a nutrir a oração contínua. Alguns são cotidianos: a oração da manhã e da tarde, antes e depois das refeições, a Liturgia das Horas. O domingo, centrado na Eucaristia, é santificado principalmente pela oração. O ciclo do ano litúrgico e suas grandes festas são os ritmos fundamentais da vida de oração dos cristãos ². (CIC 2698)

 

     O Arcebispo Metropolitano da cidade do  Rio de Janeiro, Dom Orani  Tempesta,  esclarece sobre o Ano Litúrgico ³ :

 

    “O Ano Litúrgico tem o seu início com o tempo de preparação para o nascimento de Cristo (Tempo do Advento), seguindo com a celebração do Tempo de Natal, Quaresma e Tempo Pascal.

 

    Entre o Tempo do Natal, na terça-feira antes da Quaresma e após Pentecostes, até no sábado antes do Advento, celebramos os Domingos do Tempo Comum, perto de 34 semanas.

 

   O Ano Litúrgico encerra-se com a proclamação de Cristo como nosso Rei, quando apresentamos nossa expectativa da feliz Esperança e Vinda do Senhor.

 

Podemos resumir assim os passos do Ano Litúrgico:

 

  • Ciclo do Mistério da Encarnação –  neste ciclo encontram-se o Tempo do Advento e o Tempo do Natal, que se estende até a celebração do Batismo do Senhor (celebrado no domingo após a Epifania do Senhor).

 

  • Ciclo do Mistério da Redenção – neste ciclo encontram-se o Tempo da Quaresma, o Tríduo Pascal (quinta-feira santa, sexta-feira santa e sábado até a missa da “Noite Santa” – Vigília Pascal) e o Tempo Pascal, que começa no Primeiro Domingo da Páscoa, determinado pelo primeiro domingo de lua cheia da primavera em Roma, e encerra-se com a Solenidade de Pentecostes.

 

      Entre os dois ciclos citados acima, encontra-se o Tempo Comum, que, à luz do Espírito Santo, foi assim denominado pelos decretos do pós Concílio Vaticano II [...]. O Tempo Comum tem como objetivo próprio despertar-nos para viver a graça recebida no Tempo festivo anterior com os olhos no futuro.  Por isso, a cor litúrgica é o verde, a qual simboliza a esperança de ver crescer em nós o amor de Deus, que nos santifica e nos faz ir ao encontro do Senhor Jesus, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6).

 

      O Tempo Comum divide-se em duas partes.  A primeira inicia-se na segunda-feira depois do domingo em que celebramos o Batismo do Senhor e encerra-se na terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas (terça-feira de carnaval).  A segunda parte inicia-se na segunda-feira após o domingo em que celebramos o dia de Pentecostes e termina no sábado seguinte à festa de Cristo Rei. O domingo seguinte já será o primeiro domingo do Advento, o qual marca o início de um novo Ano Litúrgico.

 

     Considerando que não há tempo suficiente em apenas um Ano Litúrgico para serem lidos os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) em profundidade nas missas dominicais, a reforma litúrgica determinou que o fizéssemos em três anos.  Assim sendo, temos os anos litúrgicos A, B e C.  No Ano Litúrgico A, meditamos o Mistério do Cristo à luz do evangelho de São Mateus.  No ano B, meditamos à luz do evangelho de São Marcos e do sexto capítulo do evangelho de São João.  Por fim, no ano C, meditamos à luz do evangelho de São Lucas.  O evangelho de São João, chamado de Quarto Evangelho, é lido em todos os três anos nos tempos festivos de Natal e Páscoa. Todo ano cujo número seja divisível por 3 é o ano C, e os consecutivos serão o A e o B. Iremos iniciar agora o ano B.”

 

 Fontes:

 

1 - Advento e Natal: 54 perguntas e respostas sobre o ciclo do Natal Por Padre José Bortolini,  Pia Sociedade de São Paulo - Editora Paulus.

 

2 – Catecismo da Igreja Católica  § 2698 , Edições Loyola, 4ª edição 2017.

 

3 – Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ. Presidente do Regional Leste 1 da CNBB publicado em http://cnbbleste1.org.br/2014/11/o-ano-liturgico/

 

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