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Projeto "Católicos voltem para casa".

18/08/2017

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Gregor Mendel: Monge agostiniano - Pai da Genética.

 

          Todos os cristãos foram chamados à santidade, à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Mas, os caminhos são diferentes. Uns abraçam o matrimônio, outros seguem o sacerdócio. Há aqueles que escolhem viver na virgindade ou no celibato. Outros, professaram o estado religioso vivendo em comunidade de vida fraterna.

 

          De uns e de outros se compõe a Família Agostiniana ou Ordem Agostiniana, suscitada pelo Espírito Santo na Igreja como uma fraternidade apostólica, para seguir a Cristo e difundir a sua mensagem sob o ensinamento espiritual de Santo Agostinho. Todos os membros, cada qual na medida de suas possibilidades, devem prestar sua generosa ajuda para tornar realidade à intensa união de almas e corações voltados para Deus (cf. Const. OSA, nº. 51).

 

          Tomado por este espírito agostiniano, viveu Frei Gregor Mendel: O monge no jardim.

Gregor Mendel nasceu em 20 de julho de 1822, num pequeno povoado chamado Heinzendorf, na atual Áustria. Ele foi batizado com o nome de Johann Mendel, mudando o nome para Gregor após ingressar para a ordem religiosa dos agostinianos. Foi ordenado sacerdote no ano de 1847.

 

“Parece que ainda posso vê-lo na Backergasse, voltando para o mosteiro”, lembrou alguém que o conheceu naquela fase áurea, “um homem de estatura mediana, ombros largos, já um pouco corpulento, de cabeça grande e testa larga, os olhos azuis piscando amistosamente por trás dos óculos de aro dourado. Quase sempre usava não uma batina, mas os trajes leigos apropriados a um membro da ordem dos agostinianos trabalhando como professor. Chapéu de copa alta, uma sobrecasaca, geralmente longa demais enfiadas para dentro de botas de cano longo”.

 

         Vestia-se com dignidade e discrição; convivia com os leigo mas, nem por isso, deixava de ser um religioso que havia feito os votos de pobreza, obediência e castidade. Trabalhar com as plantas sempre o deixava de bom humor. Acontecesse o que fosse na sua vida secular ou religiosa, Mendel sempre se sentiria em paz naquele jardim. Um dia passado no jardim, dizia, era uma espécie de ressurreição: “Todo dia, da primavera ao outono, nosso interesse se renova e o zelo que temos pelo que está sob nossos cuidados é assim amplamente recompensado.” A recompensa seria bem maior do que Mendel imaginava.

 

        O monge  se interessava por meteorologia  , estudava a vida das abelhas e cultivava plantas, tendo produzido novas variedades de maçãs e peras. Porém, foi entre 1856 e 1865, época em que realizou  uma série de experimentos, que ganhou notoriedade ao tentar entender como as características hereditárias eram transmitidas de pais para filhos.

 

        Em 8 de março de 1865, Mendel apresentou um trabalho à Sociedade de História Natural de Brünn, no qual enunciava as suas leis de hereditariedade, deduzidas das experiências com as ervilhas. Publicado em 1866, com data de 1865, esse trabalho permaneceu praticamente desconhecido do mundo científico até o início do século XX. Pelo que se sabe, poucos leram a publicação, e os que leram não conseguiram compreender sua enorme importância para a Biologia. As leis de Mendel foram redescobertas apenas em 1900,  somente quando incorporada à teoria do cromossomo de Thomas Hunt Morgan em 1915, a genética mendeliana se tornou a essência da genética clássica.

 

“Nós todos gostávamos de Mendel”, afirmou um estudante muitos anos mais tarde, depois que o ex-professor passou a ser considerado um herói da biologia moderna. “Lembro-me de um rosto bondoso”, disse outro, “de olhos suaves que muitas vezes tinham um brilho maroto, de cabelos claros e ondulados, de um corpo atarracado, de uma postura ereta, do modo como sempre olhava diretamente para frente; posso ouvir sua voz clara, reconhecer seu forte sotaque silesiano.”

 

         Mendel, é um exemplo clássico de que a espiritualidade do indivíduo deve  nortear suas obras. Religioso agostiniano, trabalhou pela ciência tecendo as bases da genética enquanto deixava um legado que foi além de suas conquistas científicas. Seguiu fazendo o bem sem olvidar os valores fraternos, até que acabasse por estabelecer os parâmetros necessários para que fosse dado um grande salto de desenvolvimento civilizatório.

 

“Nós todos gostávamos de Mendel”.

 

         São coisas assim que se costuma falar  daqueles que verdadeiramente abraçam a vida Agostiniana.

 

 

Referências:

 

Cf. HERIG, Robin Marantz. O Monge no Jardim.

O gênio esquecido e redescoberto de Gregor Mendel, o pai da genética.

Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 2001.

 

Coordenador de estudo : Alexsandro Antonio de Moura

 

 

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