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Projeto "Católicos voltem para casa".

18/08/2017

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Biografia de Martinho Lutero

           

           

 

500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE

(1517-2017)

              

 

               Martinho Lutero (1483-1546) foi um sacerdote católico alemão, o principal personagem da Reforma Protestante realizada na Europa no século XVI.

 

               Martinho Lutero (1483-1546) nasceu na Turíngia, na Alemanha, no dia 10 de novembro de 1483. Com dezoito anos ingressou no curso de Direito na Universidade de Erfurt, mas em 1505 desiste da carreira para entrar no Mosteiro Agostiniano de Erfurt. Lendo as Escrituras Sagradas concluiu que  jejuns, peregrinação e sacramentos, ou mesmo intercessões de padres e santos não têm qualquer efeito para a redenção dos homens, ideias essas, contrárias às pregadas pela igreja católica.

 

              No dia 30 de outubro de 1517, Martinho Lutero revoltado com a venda de indulgências feitas em nome do Papa Leão X, fixa na porta da Matriz suas 95 teses sobre a venda de indulgências. Em pouco tempo se tornou claro que as teses de Lutero exprimiam os sentimentos de boa parte da população que pagava diversas taxas que fluíam para Roma, não contribuindo para as finanças dos Estados nacionais.

 

              Martinho Lutero, sob a proteção do príncipe Frederico da Saxônia, recusou o pedido de retratação e deu início a uma campanha aberta dentro da própria Igreja. Em 1520, Lutero queimou publicamente a bula papal, que dava sessenta dias para uma completa retratação, e como castigo, foi excomungado pela Igreja.

 

             A Alemanha estava à  beira  de uma  Guerra  civil. Em 1521, Lutero  é obrigado a se refugiar no castelo do príncipe Frederico. Ocupa-se em traduzir a Bíblia para o alemão permitindo que todos tivessem acesso e pudessem interpretar livremente a Sagrada Escritura.

 

             Na formulação   de  suas  doutrinas,  Lutero  foi  ajudado  por  Felipe Melanchton, um professor grego da Universidade de Wittenberg. Alterou o cerimonial da missa, substituiu o latim pelo alemão e passou a rejeitar todas as hierarquias eclesiásticas, desde padres, bispos arcebispos e até o Papa. Renegou a interpretação oficial da Bíblia. Os sacerdotes obtiveram permissão para contrair matrimônio, e ele próprio casou-se com uma ex-freira, em 1525. Conservou o batismo e a eucaristia e deu maior valor à fé do que às boas ações como meio de atingir a salvação.

 

            O movimento Luterano teve consequências que revolucionaram a sociedade da época, abriu caminho para rebeliões políticas e sociais. A forma de protestantismo proclamada por Lutero, além da Alemanha, chegou até a Suécia, Dinamarca e aos Países Baixos. Várias doutrinas seguiram seus princípios, criando igrejas nacionais, como o Anglicanismo na Inglaterra, o Calvinismo na Suíça, além de diversas ramificações.

 

          Martinho Lutero morreu no castelo de Frederico, Príncipe da Saxônia, no dia 18 de fevereiro de 1546.

 

 

Publicação transcrita do site da Arquidiocese de São Paulo:

 

               Os bispos reunidos na 55º Assembleia geral da CNBB, realizarão uma celebração ecumênica na Basílica do Santuário Nacional de Aparecida para marcar os 500 anos da reforma.

 

Celebração Ecumênica marca os 500 anos da reforma protestante

 

            Em entrevista ao portal Canção Nova Notícias, Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí - Volta Redonda (RJ), e presidente da Comissão Ecumênica, e de Diálogo Religioso da CNBB falou sobre a importância desta celebração.

 

“A partir do término do Concílio Ecumênico do Vaticano II a CNBB sempre primou para ter uma celebração deste cunho em todas as assembleias, inclusive com a participação de membros e representantes de outras igrejas”.

 

Segundo Dom Biasin neste ano terá um significado especial, pois em 2017 comemora-se os 500 anos da reforma protestante. “Nós como CNBB, nesta noite faremos a celebração comemorativa deste acontecimento que marcou toda a Igreja do Ocidente”, comentou.

 

Mas o bispo ressalta que não é uma celebração da divisão, mas sim celebrar aquilo que surgiu a partir da reforma. “Que foi um movimento que através de acontecimentos que se alternaram na história, teve pecado e graça, teve guerra e abraços”. E continuou: “Atualmente, sobretudo nesses últimos 50 anos, nós passamos do conflito à comunhão com muitas Igrejas”.

 

Dom Francisco também comentou sobre a viagem de outubro de 2016 do Papa Francisco em Lund, na Suécia, para comemorar junto com os irmãos luteranos os 500 anos da Reforma, encabeçada por Martin Lutero, e também os 50 anos de diálogo entre luteranos e católicos, iniciado em 1967.

 

http://arquisp.org.br/celebracao-ecumenica-marca-os-500-anos-da-reforma-protestante

 

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